Meta Ads ou Google Ads para clínica: onde começar a anunciar
Por Jackson Menezes · publicado em
Quando uma clínica me procura, a primeira pergunta quase sempre é esta: “é melhor anunciar no Google ou no Instagram?”. A resposta depende menos da clínica e mais do procedimento que você quer vender.
A diferença em uma frase
- Google Ads aparece para quem já está procurando. A pessoa digita “dermatologista em Recife” e o seu anúncio aparece no topo.
- Meta Ads (Instagram e Facebook) aparece para quem não estava procurando, mas tem o perfil do seu paciente. A pessoa está rolando o feed e vê o seu trabalho.
Um responde a uma necessidade que já existe. O outro cria o desejo.
Quando o Google Ads funciona melhor
O Google é o lugar certo quando a pessoa pesquisa na hora em que precisa:
- consulta com especialista (“ortopedista perto de mim”);
- dor ou urgência (“dentista 24 horas”, “dor de dente”);
- exame e tratamento com nome conhecido (“tratamento de acne”, “implante dentário”);
- convênio ou bairro (“dermatologista Boa Viagem”).
Quem pesquisa isso já decidiu que precisa de alguém. O seu trabalho é aparecer antes do concorrente e ter uma página ou um WhatsApp que responda rápido. É por isso que eu monto campanha de Google só com as buscas de quem quer marcar. A palavra genérica traz curioso e gasta a verba.
Quando o Instagram funciona melhor
O Instagram ganha quando o procedimento é eletivo e a decisão passa pelo que a pessoa vê:
- estética facial e corporal;
- lente de contato dental e clareamento;
- procedimentos que a pessoa não sabia que existiam, ou não sabia que você fazia.
Ninguém acorda e pesquisa “harmonização facial” do nada. A pessoa vê um vídeo seu explicando o procedimento, se identifica e chama no WhatsApp. Aqui o criativo pesa mais que tudo. Um vídeo seu falando direto para a câmera costuma trazer mais conversa do que arte de banco de imagem.
Com pouca verba, escolha um só
Se a verba é curta, dividir entre os dois costuma dar errado. Cada plataforma precisa de um volume mínimo de contatos para aprender quem é o seu paciente. Metade da verba em cada lado deixa as duas sem dados.
A regra que eu uso:
| Seu caso | Comece por |
|---|---|
| Consulta, exame, urgência, tratamento que o paciente pesquisa | Google Ads |
| Procedimento estético ou eletivo, que o paciente decide ao ver | |
| Os dois tipos | O que tem mais margem por paciente |
Quando o primeiro canal estiver trazendo paciente com custo que fecha a conta, aí vale abrir o segundo. Para saber quanto separar, veja quanto investir em Google Ads sendo negócio local.
Meça pelo paciente, não pela mensagem
O gerenciador vai mostrar “custo por conversa” ou “custo por clique”. Esse número não diz se deu certo. Uma campanha pode trazer mensagem barata de gente que só quer saber o preço e some.
A conta que importa é: quanto você investiu, dividido por quantos pacientes marcaram. Para chegar nela, precisa de duas coisas:
- o rastreamento ligando cada conversa ao anúncio que trouxe;
- alguém da clínica anotando quem agendou e quem compareceu.
Sem a segunda parte, ninguém sabe o resultado de verdade, nem eu.
Cuidado com a regra do seu conselho
Médico e dentista têm regras de publicidade diferentes. O que pode no Instagram de um dermatologista (preço da consulta, por exemplo) não pode no de um dentista. Antes de subir o primeiro anúncio, leia o que o CFM e o CFO permitem em anúncio.
Eu faço a gestão de anúncios no Google e no Instagram para clínicas e consultórios, com o rastreamento configurado antes do primeiro real gasto.

