Quanto custa tráfego pago em Recife: verba, gestão e o que esperar

Por Jackson Menezes · publicado em

Quase toda conversa comigo começa com a mesma pergunta: quanto custa tráfego pago em Recife? A resposta honesta é que depende, e eu sei que isso irrita. Então neste post eu mostro do que depende e como você mesmo faz a conta.

O primeiro passo é separar duas coisas que muita gente mistura. Uma é o dinheiro que vai para os anúncios. A outra é o que você paga para alguém cuidar deles. Quando o orçamento chega com tudo junto num número só, fica difícil saber se está caro ou barato.

Quanto custa tráfego pago em Recife: as duas contas

1. A verba dos anúncios

É o dinheiro que o Google e a Meta cobram para mostrar o seu anúncio. Ele sai da sua conta de anúncios, no seu cartão ou boleto, e vai direto para a plataforma. Você define um valor por dia ou por mês e a plataforma não passa muito dele. O Google explica como isso funciona na página sobre como escolher o lance e o orçamento, e a Meta tem uma página parecida sobre orçamentos.

O preço de cada clique não é tabelado. Ele sai de um leilão. Cada vez que alguém pesquisa ou abre o Instagram, os anunciantes disputam aquele espaço, e quem tem o anúncio mais útil para aquela pessoa paga menos. A Meta conta isso na página sobre os leilões de anúncios.

2. A gestão

É o trabalho de montar as campanhas, escrever os anúncios, escolher as palavras e o público, medir os contatos, cortar o que não funciona e te mostrar o resultado. Cada profissional cobra de um jeito: valor fixo por mês, valor por canal ou uma parte ligada ao resultado.

O que você precisa conferir é o que está incluso. Criação dos anúncios, página de destino e a medição dos cliques no WhatsApp fazem diferença no resultado. Se o valor é baixo porque nada disso entra, o barato sai caro.

Do que depende o preço do clique em Recife

Recife não tem um preço único. O que muda o custo é isso:

  • O serviço. Busca de advogado, dentista e cirurgia plástica costuma ter muita gente disputando. Busca de serviço mais simples costuma sair mais barata.
  • A concorrência no seu bairro. Anunciar para Boa Viagem, Espinheiro ou Casa Forte é diferente de anunciar para a Região Metropolitana inteira.
  • A qualidade do anúncio e da página. Anúncio que responde o que a pessoa pesquisou e página que carrega rápido pagam menos pelo mesmo espaço. O Google explica isso no texto sobre como funciona o leilão.
  • A época do ano. Esse pesa muito, e eu explico logo abaixo.

Por isso, desconfie de quem te diz o custo por clique sem nem perguntar o que você vende.

Sazonalidade: por que o mesmo anúncio custa diferente ao longo do ano

O tráfego pago não tem preço fixo nem durante o ano. Quando muita gente quer comprar, muita empresa quer anunciar, e o leilão fica mais disputado. Quando a procura cai, o clique costuma baratear, mas também chegam menos pessoas interessadas. Isso é a sazonalidade, e ela muda a conta da verba mais do que muita gente imagina.

Em Recife, algumas épocas mexem com quase todo mundo:

  • Black Friday e dezembro. O comércio inteiro anuncia ao mesmo tempo. Até quem não vende nada de Natal sente o clique mais caro no Instagram.
  • Carnaval. A cidade para por uns dias. Para muito serviço, a procura cai, e para outros, como estética, a procura costuma aumentar nas semanas antes.
  • São João. Em Pernambuco, junho tem cara própria. Viagem, roupa, comida e evento sobem, e muita gente adia decisão grande para depois das festas.
  • Começo do ano. Janeiro e fevereiro trazem contas de IPTU, IPVA e material escolar. Serviço caro costuma sentir, e serviço ligado a planejamento e saúde costuma ganhar procura.

Cada ramo tem o seu próprio calendário. Escritório de advocacia, clínica, marmoraria e energia solar não sobem e descem nos mesmos meses. O jeito mais simples de ver o do seu negócio é pesquisar o seu serviço no Google Trends, filtrar por Pernambuco e olhar os últimos cinco anos. Os picos se repetem.

O que fazer com isso na prática

  • Não julgue a campanha comparando meses diferentes. Um contato mais caro em dezembro pode ser só a época, não erro de quem cuida da conta. Compare com o mesmo mês do ano anterior quando der.
  • Separe verba extra para o seu mês forte. Se a sua procura dobra numa época, é ali que vale colocar mais dinheiro, e não espalhar igual o ano todo.
  • Não desligue tudo no mês fraco. Parar zera o aprendizado da campanha e o recomeço custa caro. Escrevi sobre isso em desligar o anúncio no mês fraco.
  • Avise a campanha quando vier um pico curto. Para promoções de poucos dias, o Google tem um ajuste próprio, explicado na página sobre ajustes de sazonalidade. Ele serve para eventos curtos, não para o ano inteiro.

Na hora de fechar um orçamento, pergunte em que mês a campanha vai começar. Começar em plena Black Friday e começar em março dão contas bem diferentes, mesmo com o mesmo anúncio.

Como calcular a verba certa para o seu negócio

Em vez de chutar um valor, faça a conta de trás para frente. São quatro perguntas:

  1. Quantos clientes novos você quer por mês?
  2. De cada 10 pessoas que te chamam, quantas fecham? Se você não sabe, comece a anotar hoje.
  3. Quantos contatos você precisa receber para chegar nos clientes que quer?
  4. Quanto custa cada contato no seu ramo e na sua região?

A verba sai da multiplicação: contatos que você precisa vezes o custo de cada contato. Um exemplo só para mostrar a conta, sem ser promessa: se você quer 5 clientes, fecha 1 a cada 4 contatos e cada contato custa R$ 40, você precisa de 20 contatos, ou R$ 800 de anúncio.

O número do custo por contato você só sabe de verdade depois de rodar. Antes disso, dá para ter uma ideia pelo planejador de palavras-chave do Google. Eu explico esse cálculo com mais calma no post sobre como calcular o custo por contato.

Para negócio local no Google, eu recomendo começar com pelo menos R$ 1.500 por mês de anúncio. Com menos que isso a campanha junta poucos dados e demora a melhorar. Os motivos estão no post sobre quanto investir em Google Ads.

Google ou Instagram: qual custa menos?

Não dá para comparar só o preço do clique. No Google, quem clica já está procurando o seu serviço. O clique costuma ser mais caro, mas a pessoa chega pronta para conversar. No Instagram, o clique costuma ser mais barato, mas a pessoa ainda não estava pensando no assunto, então muitas chamam só para saber o preço.

O que importa é quanto custa cada pessoa que vira cliente. Às vezes o canal mais caro por clique é o mais barato por cliente. Se você tem clínica, veja a comparação em Meta Ads ou Google Ads para clínica.

O que faz o tráfego pago sair mais caro do que precisava

Na maioria das contas que eu pego para olhar, o dinheiro escapa nos mesmos lugares:

  • Ninguém responde o WhatsApp rápido. O anúncio traz a pessoa e ela vai para o concorrente que respondeu primeiro. Escrevi sobre isso em vale anunciar se ninguém responde o WhatsApp.
  • Palavras que trazem curioso. Sem lista de palavras negativas, você paga clique de quem procura emprego, curso ou coisa grátis.
  • Região aberta demais. Anunciar para o estado inteiro quando você só atende na Zona Sul de Recife.
  • Nada medido. Sem saber quais anúncios trazem contato, a verba continua indo para o que não funciona.
  • Mexer todo dia. Cada mudança grande faz a campanha reaprender e o custo sobe por uns dias.

Em quanto tempo dá para saber se o investimento valeu

Os primeiros contatos costumam aparecer nos primeiros dias. Mas os primeiros dias não dizem se a conta fecha. A campanha ainda está aprendendo quem clica e quem não clica, e você ainda está descobrindo quantos desses contatos viram cliente.

Eu gosto de olhar o resultado em semanas, não em dias. Depois de algumas semanas rodando, dá para responder com número a pergunta que importa: quanto eu gastei para conseguir cada cliente novo, e quanto esse cliente me deixou. Se a segunda parte é maior que a primeira, o tráfego pago está se pagando. Para isso funcionar, alguém precisa anotar de onde veio cada cliente que fechou.

Checklist antes de aceitar um orçamento

  1. A verba e a gestão aparecem separadas?
  2. A conta de anúncio fica no seu nome?
  3. Está escrito o que entra na gestão: anúncios, página, medição, relatório?
  4. O profissional perguntou quantos clientes você precisa e quanto vale um cliente para você?
  5. Ele explicou como vai medir os contatos que chegam pelo WhatsApp?
  6. Ele evitou prometer número de clientes?

Se a maioria das respostas for não, peça mais detalhes antes de fechar. Tem outras perguntas boas no post sobre como escolher um gestor de tráfego em Recife.

Se quiser, eu faço essa conta com você. Veja como funciona a minha gestão de tráfego pago em Recife e me chame no WhatsApp com o seu serviço e o seu bairro.

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre o tema

Qual o valor mínimo para começar tráfego pago em Recife?

O Google e a Meta deixam você começar com pouco, mas com verba muito baixa a campanha junta poucos dados e demora para melhorar. Para negócio local no Google, eu recomendo pelo menos R$ 1.500 por mês de anúncio. No Instagram dá para testar com menos, desde que você aceite que o teste vai ser mais lento.

A verba dos anúncios passa pelo gestor?

Não deveria. A verba vai direto da sua conta de anúncios para o Google e para a Meta, no seu cartão ou boleto. Ao gestor você paga só o trabalho dele. Se alguém pedir a verba na conta pessoal, desconfie.

Clique em Recife é mais caro que em outras cidades?

Depende do serviço e da concorrência, não só da cidade. Uma busca de advogado em Boa Viagem pode custar bem mais que uma busca de gráfica no mesmo bairro. O jeito certo de saber é olhar o planejador de palavras-chave do Google ou rodar algumas semanas de teste.

Tem época do ano em que o tráfego pago fica mais caro em Recife?

Tem. Black Friday e dezembro costumam deixar o clique mais caro porque o comércio inteiro anuncia junto, e Carnaval e São João mudam a procura de muitos serviços. Cada ramo tem o seu calendário, e dá para ver o do seu negócio no Google Trends.

Dá para pagar só quando vier cliente?

No Google e na Meta você paga por clique ou por exibição, não por cliente fechado. Alguns gestores cobram uma parte por resultado, mas a verba do anúncio é gasta de qualquer forma. Por isso vale medir quantos contatos viram cliente de verdade.