Tráfego pago para imobiliária e corretor em Recife: menos curioso, mais comprador

Por Jackson Menezes · publicado em

Quem trabalha com imóvel em Recife conhece a cena. O anúncio roda, o WhatsApp enche, e metade das conversas é “qual o valor?” seguido de silêncio. A outra metade quer um apartamento em Boa Viagem pelo preço de um na periferia.

O tráfego pago para imobiliária e corretor dá resultado, mas não do jeito que muita gente monta. Impulsionar a foto da fachada e esperar o telefone tocar traz curioso. Neste post eu explico o que eu mudaria no anúncio para trazer mais gente que pode comprar ou alugar.

Por que o tráfego pago para imobiliária traz tanto curioso

Imóvel é uma compra que todo mundo gosta de olhar. A pessoa vê um apartamento bonito no Instagram, clica por curiosidade e pergunta o preço sem nenhuma intenção de mudar este ano.

O anúncio em si não tem culpa. O problema é que ele não filtra nada. Não mostra a faixa de valor, não pergunta como a pessoa vai pagar e leva todo mundo para a mesma conversa no WhatsApp. O corretor perde a tarde respondendo quem nunca ia comprar.

Quando o anúncio filtra, chega menos gente, mas quem chega já sabe o preço, a região e se aquilo cabe no bolso. Para o corretor, essa troca costuma valer a pena.

Anúncio de imóvel no Meta: o que é a categoria especial de moradia

A Meta trata anúncio de moradia, emprego e produtos financeiros como categoria especial. Na hora de criar a campanha, você marca que o anúncio é de moradia.

Muita gente fala que isso trava a segmentação por idade, gênero e CEP. A ajuda da Meta explica, na página sobre como escolher uma categoria de anúncio especial, que essas opções ficam limitadas para quem anuncia nos Estados Unidos, no Canadá e em alguns países da Europa. Pelo que a Meta publica hoje, quem anuncia só para Recife não cai automaticamente nessas travas.

Mesmo assim, eu monto como se elas valessem, por dois motivos. A Meta pede que a segmentação seja usada de forma que não discrimine ninguém, e essas regras mudam de tempos em tempos. Na prática, segmentação estreita por idade e gênero raramente é o que separa comprador de curioso. O que separa é o anúncio e as perguntas que vêm depois dele.

Anunciar a imobiliária ou cada imóvel?

Para trazer contato, eu anuncio o imóvel ou o empreendimento. A pessoa não clica porque gostou do nome da imobiliária. Ela clica porque viu um apartamento de três quartos perto da escola dos filhos.

O que o anúncio de imóvel precisa mostrar:

  • Fotos ou vídeo do imóvel de verdade, com a sala, a cozinha e a vista.
  • O bairro, escrito no anúncio.
  • O preço ou pelo menos a faixa de valor.
  • O que é diferente: andar alto, varanda, perto do metrô, condomínio com lazer.

Esconder o preço para “gerar curiosidade” é o jeito mais rápido de encher o WhatsApp de gente que vai sumir quando souber o valor.

No caso de lançamento, o anúncio é por empreendimento: planta, localização, previsão de entrega e condição de pagamento. Quem compra na planta quer saber da entrada e das parcelas antes de qualquer outra coisa.

O anúncio da marca, falando da imobiliária, serve para outro momento: para quem já te viu e ainda não confia. Esse entra no remarketing, que eu explico mais abaixo.

Formulário com pergunta que filtra

Se você usa formulário no anúncio do Meta, aproveite as perguntas. Formulário que pede só nome e telefone traz muito contato e pouca venda.

Perguntas que costumam separar bem:

  1. Qual faixa de valor você procura? (com opções fechadas)
  2. Vai comprar à vista, com financiamento ou com FGTS?
  3. Já tem crédito aprovado no banco?
  4. Para quando pretende se mudar?
  5. Qual bairro ou região prefere?

Cada pergunta a mais diminui o número de contatos. É de propósito. Quem responde tudo isso está mais perto de visitar o imóvel do que quem só deixou o telefone.

Se você prefere levar direto para o WhatsApp, a lógica é a mesma: deixe a primeira mensagem pronta com o código do imóvel e já pergunte faixa de valor e forma de pagamento. Expliquei como montar isso em campanha de mensagem para WhatsApp no Meta Ads.

Para lançamento com muita informação, uma página do empreendimento ajuda a pessoa a se convencer antes de chamar. Se ainda não sabe o que usar, leia landing page ou site para anunciar.

No Google, você aparece para quem já está procurando. “Apartamento à venda em Casa Forte”, “casa para alugar em Olinda”, “apartamento 3 quartos Boa Viagem”. Essa pessoa já sabe o que quer e onde quer.

A campanha funciona melhor separada por bairro e por tipo de imóvel. Busca genérica como “imóveis Recife” é cara e traz de tudo. Busca com bairro e número de quartos costuma trazer gente mais decidida.

Dois cuidados que eu sempre tomo:

  • Cortar o que você não faz. Se você só vende, corte “aluguel”. Se só aluga, corte “comprar”. Corte também “leilão”, “Minha Casa, Minha Vida” se não trabalha com isso, e “vaga de corretor”.
  • Pensar em quem mora fora. Muita gente de outra cidade procura imóvel em Recife, seja para morar ou para investir. A ajuda do Google Ads explica que a segmentação por local com a opção “Presença ou interesse” alcança também quem demonstrou interesse na região, e não só quem está nela agora. Para imóvel, isso costuma fazer sentido.

Resposta rápida no WhatsApp pesa tanto quanto o anúncio

Quem procura imóvel conversa com várias imobiliárias ao mesmo tempo. Quem responde primeiro, com as fotos, o preço e um horário de visita, sai na frente.

O que eu mais vejo dar errado é o contato chegar à noite ou no fim de semana e ser respondido dois dias depois. Nesse tempo a pessoa já marcou visita com outro corretor. Escrevi sobre isso em o anúncio trouxe contato no WhatsApp e eu perdi.

Imobiliária com vários corretores precisa de um lugar para registrar cada contato: de qual anúncio veio, qual imóvel pediu, em que pé está a conversa. Sem isso, contato bom se perde entre um corretor e outro. Um CRM para negócio local resolve isso sem precisar ser caro.

Remarketing para quem viu o imóvel e não chamou

Imóvel é decisão demorada. A pessoa vê o anúncio hoje, conversa com a família, olha o extrato do banco e volta semanas depois. Ou não volta, porque esqueceu de você.

O remarketing mostra anúncio de novo para quem já viu seus vídeos, visitou a página do imóvel ou abriu o formulário e não terminou. Ali entra o anúncio da marca, de outros imóveis parecidos, da condição de pagamento. Explico como montar em remarketing para negócio local.

Regras do CRECI no anúncio

Corretor e imobiliária seguem as regras do CRECI na publicidade, e uma delas é colocar o número de inscrição no CRECI no anúncio, junto do nome. Vale para foto, vídeo e texto. Na dúvida sobre o seu caso, confirme com o CRECI de Pernambuco antes de subir a campanha.

Quanto investir em tráfego pago para imobiliária

Depende do valor dos imóveis, da quantidade de imóveis que você quer anunciar e de quantos bairros entram. Imóvel de alto padrão costuma ter menos gente procurando e cada contato sai mais caro. Aluguel tem mais procura e o contato costuma sair mais barato, mas o valor da comissão é outro.

Eu não passo um número sem olhar o caso. O post quanto custa tráfego pago em Recife explica de que a conta depende. O que eu recomendo é começar com poucos imóveis e poucos bairros, com verba suficiente para cada anúncio aprender, em vez de espalhar pouco dinheiro em muita coisa.

Checklist para começar o anúncio da sua imobiliária

  1. Escolha de 2 a 5 imóveis ou um empreendimento para começar.
  2. Separe fotos e vídeos reais de cada um, com bairro e preço.
  3. Coloque o número do CRECI no anúncio.
  4. Na Meta, marque a categoria especial de moradia ao criar a campanha.
  5. Monte o formulário ou a mensagem pronta com faixa de valor e forma de pagamento.
  6. No Google, separe a campanha por bairro e tipo de imóvel e corte as buscas que você não atende.
  7. Combine quem responde o WhatsApp à noite e no fim de semana.
  8. Registre cada contato num CRM ou numa planilha: anúncio, imóvel, se visitou, se fechou.
  9. Ligue o remarketing para quem viu e não chamou.

Na gestão de tráfego pago que eu faço em Recife, o relatório mostra o que interessa para quem vende imóvel: quantos contatos chegaram, quantos responderam as perguntas do formulário, quantas visitas foram marcadas e de qual anúncio veio cada uma. Se quiser ver outros segmentos, tem a categoria tráfego por segmento aqui no blog.

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre o tema

Por que meu anúncio de imóvel só traz curioso?

Na maioria das vezes o anúncio fala com todo mundo e não pergunta nada antes do contato. Mostrar o preço ou a faixa de valor, a região e perguntar a forma de pagamento já tira boa parte de quem só quer olhar. O curioso some sozinho quando percebe que o imóvel não cabe no bolso dele.

Anúncio de imóvel no Meta tem regra especial?

Tem. A Meta coloca anúncio de moradia numa categoria especial. Segundo a ajuda da Meta, os limites de idade, gênero e código postal valem para quem anuncia nos Estados Unidos, no Canadá e em alguns países da Europa. Mesmo anunciando só em Recife, vale conferir no Gerenciador de Anúncios na hora de criar a campanha, porque essas regras mudam.

É melhor anunciar a imobiliária ou cada imóvel?

Para trazer contato, costuma funcionar melhor anunciar o imóvel ou o empreendimento. A pessoa clica porque gostou daquele apartamento, não da marca. O anúncio da marca serve mais para quem já te viu e precisa confiar antes de chamar.

Corretor autônomo consegue anunciar com pouca verba?

Consegue, se concentrar a verba em poucos imóveis e numa região só. Espalhar pouco dinheiro em muitos anúncios faz nenhum deles aprender. O número de inscrição no CRECI precisa aparecer no anúncio, como pedem as regras do conselho.

Google Ads funciona para imóvel?

Funciona para quem já está procurando, com busca de bairro e tipo de imóvel. Quem pesquisa apartamento de três quartos num bairro específico já sabe o que quer. O cuidado é cortar as buscas de aluguel quando você só vende, e o contrário.