Gestão de tráfego pago para agências: quando faz sentido terceirizar a operação

Por Jackson Menezes · publicado em

Muita agência vende anúncio sem ter quem opere anúncio. O cliente pediu Google Ads, o pacote foi fechado, e a campanha ficou na mão de quem já cuidava do Instagram, da arte e do atendimento. Funciona por um tempo. Depois o resultado cai, o cliente cobra, e ninguém sabe direito o que mudar.

Se você é dono ou sócio de agência e se reconheceu nisso, este post é para você. Vou falar de quando a gestão de tráfego pago para agências faz sentido ser terceirizada, quando não faz, e o que eu alinharia antes de começar.

Para quem é a gestão de tráfego pago terceirizada (e para quem não é)

Faz sentido para a agência que:

  • Vende anúncio no Google e no Meta para os clientes, mas não tem uma pessoa dedicada a isso.
  • Tem o time forte em conteúdo, design ou social media, e quer continuar focada nisso.
  • Perdeu o gestor e precisa de alguém para assumir as contas sem o resultado cair.

Não faz sentido, ou ainda não é a hora, para a agência que:

  • Já tem gestor dedicado, com tempo e com resultado.
  • Ainda não sabe se vai vender anúncio como serviço.
  • Quer alguém só para “apertar botão” sem conversar sobre estratégia. Anúncio sem acompanhamento costuma dar errado, seja quem for que opere.

Por que a operação de mídia precisa de um dono

Google Ads e Meta Ads mudam o tempo todo. Termo de busca novo aparece, criativo cansa, custo sobe num dia e cai no outro, a plataforma muda uma configuração. Alguém precisa olhar isso com frequência e decidir o que fazer.

Quando a campanha é tarefa de quem também faz arte, legenda e atendimento, ela vira a última coisa do dia. Ninguém mexe por semanas, ou mexe demais de uma vez. Os dois extremos atrapalham, e eu explico por que em mexer na campanha todo dia piora o resultado.

Ter um dono da operação quer dizer ter alguém que responde por cada conta: o que foi feito, por que foi feito e qual foi o resultado.

Sinais de que sua agência precisa terceirizar a gestão de tráfego

Não existe um número mágico de clientes a partir do qual compensa. Mas alguns sinais aparecem com frequência:

O cliente pediu anúncio e o time não sabe operar. A agência fechou o pacote porque o cliente queria, mas ninguém na equipe sabe montar uma campanha de pesquisa ou ler um relatório de leilão.

O gestor saiu. As contas ficaram sem ninguém, os acessos estão espalhados e alguém precisa assumir rápido.

A conta está bagunçada. Campanha duplicada, nome sem padrão, conversão contando errado, verba indo para lugar que ninguém lembra por quê.

A agência vende bem, mas não quer operar leilão. Ela é boa em estratégia de marca e conteúdo e prefere deixar a parte técnica com quem faz isso todo dia.

O cliente cobra relatório e ninguém sabe montar. O cliente quer saber quanto investiu e quanto voltou, e o relatório que sai é só print de alcance. Escrevi sobre o que precisa ter em o que mostrar no relatório de tráfego pago.

O que alinhar na primeira conversa com quem vai operar

Esta é a parte que evita dor de cabeça depois. Cada agência trabalha de um jeito, então esses pontos se combinam caso a caso. Eu levaria esta lista para a primeira conversa:

Acessos e dono da conta

Quem é o dono de cada conta de anúncio, do pixel, do Google Tag Manager e do Analytics? O mais seguro é ficar no nome do cliente final ou da agência, com quem opera entrando como usuário: o Google Ads permite convidar usuários com um nível de acesso e a Meta permite adicionar pessoas à conta de anúncios com uma função. Assim ninguém fica refém de ninguém.

Relatório

Qual o formato, com que frequência e quem envia. O relatório precisa mostrar investido, contatos e, sempre que der, clientes fechados. Se a agência já tem um modelo, dá para seguir o dela.

Comunicação com o cliente final

Quem fala com o cliente? Quem participa das reuniões? Quem responde quando o resultado cai? Isso varia muito de agência para agência e até de cliente para cliente. O importante é ficar claro antes de começar.

Escopo de cada conta

Quais plataformas, quais campanhas, quem faz o criativo, quem faz a página de destino. Cada conta tem sua necessidade, então eu prefiro alinhar uma por uma em vez de usar um pacote fechado.

Rastreamento

Se a conversão não está medindo direito, o primeiro trabalho é arrumar isso, porque a medição de conversões do Google Ads só conta as ações que alguém configurou como valiosas. Sem rastreamento, ninguém sabe se o anúncio dá resultado. Veja como medir o clique no WhatsApp do site para entender a base.

Terceirizar a gestão ou contratar um gestor para a agência?

As duas opções funcionam. A escolha depende do momento da agência.

Contratar um gestor faz sentido quando a agência já tem volume de anúncio para ocupar uma pessoa, quer ter esse conhecimento dentro de casa e tem quem acompanhe o trabalho dele. O ponto de atenção é o que acontece quando essa pessoa sai: se tudo estava só na cabeça dela, a agência volta para o começo.

Terceirizar faz sentido quando o volume ainda não justifica alguém dedicado, quando a agência precisa de alguém rápido para segurar contas que estão sem dono, ou quando prefere pagar pela operação pronta em vez de montar a área do zero.

Nos dois casos, vale exigir a mesma coisa: contas organizadas, nomes padronizados, rastreamento conferido e relatório que mostre resultado. Assim, se um dia a agência mudar de modelo, quem chegar depois entende o que foi feito.

O que a agência não deve terceirizar é a relação com o próprio cliente e a visão do negócio dele. Quem conhece o cliente é a agência. Quem opera o anúncio precisa dessa informação para acertar a mensagem.

Gestão de tráfego pago para agências em Recife e de outras cidades

Eu atendo de Recife, mas a operação de Google Ads e Meta Ads é feita pela internet. Reunião pode ser por vídeo, relatório vai por e-mail ou WhatsApp, e o acesso às contas é pelo próprio painel das plataformas.

Para agência com cliente local em Recife e na Região Metropolitana, conhecer a cidade ajuda na hora de escolher bairro, raio e mensagem do anúncio. Para cliente de outras cidades, o trabalho é o mesmo, com a pesquisa da região feita a cada conta.

Checklist para a agência antes de terceirizar

  1. Liste quais clientes têm anúncio rodando e em quais plataformas.
  2. Confira quem é o dono de cada conta e quem tem acesso hoje.
  3. Separe os últimos relatórios enviados a cada cliente.
  4. Anote o que o cliente espera do anúncio: mensagem, visita, venda.
  5. Defina quem vai falar com o cliente final.
  6. Decida por quais contas começar.
  7. Leve as perguntas antes de contratar um gestor de tráfego para a conversa.

Na gestão de tráfego pago eu trabalho com a conta no nome de quem é dono, explico o que foi mudado e por quê, e o relatório mostra o que importa para o cliente da sua agência: quanto investiu e quanto voltou.

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre o tema

Vale a pena para uma agência terceirizar o tráfego pago?

Vale quando a agência vende anúncio, mas não tem quem opere as contas com atenção diária. Se o time já tem um gestor dedicado e com tempo, talvez não precise. A conta que decide é se os clientes estão sendo bem atendidos hoje.

A conta de anúncio fica no nome de quem?

O mais seguro é a conta ficar no nome do cliente final ou da agência, nunca no nome de quem opera. Quem terceiriza entra como usuário. Assim, se a parceria mudar, ninguém perde histórico nem pixel.

Quem fala com o cliente final, a agência ou o gestor terceirizado?

Depende do que for combinado com cada agência e com cada cliente. Isso entra na primeira conversa, junto com o formato do relatório e quem responde dúvidas sobre resultado.

Dá para terceirizar a gestão de tráfego só de alguns clientes da agência?

Dá. Muita parceria começa com um ou dois clientes, para as duas partes entenderem o jeito de trabalhar. Depois se decide se faz sentido aumentar.

Gestor de Recife atende agência de outra cidade?

Atende. A operação de Google Ads e Meta Ads é feita pela internet, e as reuniões podem ser por vídeo. O que muda é que, em cliente local de Recife, conhecer a região ajuda na hora de definir área e mensagem.